O sinal é chamado de “Super Wi-Fi” porque a baixa frequência do espectro antes utilizado para os sinais de TV fazem com que o sinal viaje mais longe que o Wi-Fi atual, além de ter também um maior poder de penetração, comparado as redes Wi-Fi tradicionais. Logo, o fator de maior relevância nessa rede será qualidade de sinal e o seu alcance, e não necessariamente a sua velocidade. Em contrapartida, o Super Wi-Fi pode oferecer uma conexão à internet de melhor qualidade e mais barata, uma vez que a estrutura básica para a disponibilidade do serviço já está pronta, bastando apenas a realização dos devidos ajustes nas frequências de transmissão de dados.
A utilização dos espaços brancos foi alvo de muita discussão nos Estados Unidos. Empresas de tecnologia como Google e Microsoft, a Associação Nacional de Emissoras de Rádio e TV e grandes operadoras de telefonia como a Verizon, se manifestaram contrárias ao uso dos espectros deixados pela TV analógica, alegando que smartphones e dispositivos que acessam à internet podem causar interferências com transmissões oficiais.
Já os defensores da proposta (muitos não licenciados para oferecer o serviço de telecomunicações nos Estados Unidos), defenderam a abertura do espectro, alegando que a iniciativa ajudaria a levar a banda larga móvel para regiões carentes, ajudando a fechar o que eles chamam de “fosso digital” em áreas urbanas e rurais dos Estados Unidos.
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