sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Enem terá 17 mil detectores de metal para evitar fraude e 'selfies' nas provas

Candidato poderá ser abordado para a revista a qualquer momento.
Enem terá custo de R$ 52 por aluno, segundo o MEC.

   O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) terá mais de 17 mil detectores de metal espalhados pelos locais de prova de todo o país para tentar combater qualquer tentativa de fraude nas provas deste sábado (8) e domingo (9). "Vamos usar muito rigor", disse o ministro da Educação Henrique Paim em entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira (7) em Brasília. Ele disse ainda que o custo do Enem por aluno será de R$ 52. Mais de 8,7 milhões de candidatos estão inscritos. Segundo Paim, milhares de pessoas foram treinadas para usar o equipamento móvel, no estilo raquete" e o candidato do Enem pode ser abordado a qualquer momento. "Temos estratégias de segurança que não podem ser apresentadas previamente", disse Paim. "Fiscal tem poder de abordar as pessoas caso verifique algum tipo de problema."
  As provas serão aplicadas em 1.752 municípios. Serão 17.367 locais e um total de 242.948 salas.  Entre os locais que receberão o Enem pela primeira vez estão quatro municípios isolados do Acre: Marechal Thaumaturgo, Jordão, Porto Walter e Santa Rosa do Purus.
  A estratégia de vistoria é mantida em sigilo. “A revista poderá ser feita a qualquer momento da prova. Os fiscais, chefes de sala e outros colaboradores estão orientados, e podem solicitar a ajuda dos equipamentos”, explicou o ministro da Educação, Henrique Paim. A organização não deixou claro se a revista obrigatória será feita na chegada ao local de prova ou na entrada da sala, para evitar a elaboração de fraudes.
Rigor reforçado 
  Segundo o MEC, 47 candidatos foram eliminados no Enem do ano passado por uso de eletrônicos. Neste ano, a promessa é de rigor reforçado para evitar as selfies e qualquer troca de informações durante o exame. O MEC também deve monitorar as redes sociais. "Fazemos um monitoramento contínuo", diz o presidente do Inep, Francisco Soares. O uso de telefone celular nas salas de prova é proibido segundo o edital do Enem. O candidato deve deixar o telefone em envelope transparente e lacrado que deve ficar embaixo da carteira. Nos últimos dois anos, vários candidatos foram eliminados por terem feito fotos dos cartões de resposta das provas e postado nas redes sociais.
  “O celular terá que estar guardado em um porta-objetos. Se o aluno acessar algum eletrônico para qualquer uso, será automaticamente excluído. Equipes farão esse monitoramento dentro e fora das salas”, reforçou Soares.
   O uso e a posse de eletrônicos fora do porta-objetos que será oferecido na porta da sala é um dos critérios de eliminação. O estudante também não pode utilizar durante a prova óculos escuros, artigos de chapelaria (boné, chapéu, viseira, gorro e similares), materiais vetados como lápis, borracha, lapiseira, caneta não transparente. A lista completa está no edital do exame.
Enem custa R$ 52 por aluno  
    O ministro da Educação disse que o Enem terá um custo de R$ 52 por aluno. "É o valor do ano passado corrigido pela inflação", afirmou. O MEC espera que o índice de candidatos que se inscreveram mas não aparecem para fazer a prova seja menor do que no ano passado. Em 2013, mais de 2 milhões de inscritos faltaram às provas, dando um índice de abstenção recorde de 29%. "Enviamos e-mails para quem não fez a prova do ano passado e se inscreveu novamente este ano para reforçar a necessidade de fazer o exame", disse Paim. "Vamos ver depois o resultado desta ação".Não existe nenhuma punição por lei a quem faltar ao Enem.
   Paim disse ainda que o gabarito oficial do Enem vai sair até quarta-feira (12) e a previsão do MEC é que a nota final de cada candidato saia no início de janeiro de 2015.
Atendimento especializado
   Os atendimentos específicos solicitados em 2014 chegam a 93,8 mil. Entre eles, cerca de 9,2 mil gestantes, 13,8 mil mães em fase de lactação, 1,3 mil idosos, 17 hospitalizados e 69, 3 mil sabatistas -- pessoas que guardam o sábado por preceito religioso. Os sabatistas chegarão ao local de prova no mesmo horário dos demais candidatos (13h, pelo horário de Brasília), mas ficarão em confinamento para começar a prova após o por do sol. Segundo Soares, em 2013 muitos alunos se inscreveram como sabatistas (religiosos que guardam o dia de sábado por preceito) sem necessidade. No formulário de inscrição de 2014, a confirmação da escolha foi reforçada e o termo foi descrito mais claramente. Outros 57,8 mil candidatos solicitaram atendimento especializado, por condições de saúde como autismo, cegueira, surdez, déficit de atenção ou dislexia.

Anatel obriga provedores de internet a fornecer, no mínimo, 40% da velocidade contratada

        
Foto por Anderson Silva/Flickr

Há dois anos, começaram a valer regras da Anatel para aumentar a qualidade da banda larga fixa e móvel no Brasil. Ela estabelece metas para a velocidade instantânea – medida a qualquer momento – além da velocidade média, latência e estabilidade da sua conexão.
Todo mês de novembro, as metas se tornam mais rigorosas. Por isso, a velocidade instantânea da sua conexão agora deve ser, no mínimo, 40% do valor contratado. A velocidade média, por sua vez, deve ser pelo menos 80% do que você contratou.
Ou seja, se você tem um plano de 10 Mbps, a velocidade não pode cair para menos de 4 Mbps em nenhum momento. Mas ela também não pode ficar próxima a esse valor: a velocidade média deve ser de pelo menos 8 Mbps ao longo de cada mês.
A regra também vale para a banda larga móvel: se seu plano 4G promete 5 Mbps, por exemplo, a velocidade nunca pode cair para menos de 2 Mbps, e a velocidade média precisa ser de pelo menos 4 Mbps ao longo do mês.
Essas regras valem apenas para prestadoras com mais de 50 mil clientes. Isso inclui as operadoras móveis Oi, TIM, Claro e Vivo, mais as fixas NET, GVT, Algar Telecom, Embratel, Sercomtel, Cabo Telecom e Live TIM.

Monitoramento

Mas como saber se as operadoras estão cumprindo a regra? Desde 2012, a Anatel está de olho. A agência distribui, em todo o país, milhares de equipamentos gratuitos para aferir a qualidade da banda larga fixa. O Whitebox se conecta ao roteador e envia dados de velocidade à Anatel. Você pode ser um voluntário para esses testes: basta acessar www.brasilbandalarga.com.br e preencher seus dados.
Você também pode enviar os dados da sua conexão fixa acessando o site da EAQ (Entidade Aferidora da Qualidade de Banda Larga), após realizar um teste que requer o plugin Java.
Por sua vez, a qualidade da banda larga móvel é monitorada por medidores instalados em escolas atendidas pelo Projeto Banda Larga nas Escolas Públicas Urbanas.
Para testar a qualidade da sua banda larga móvel, você pode instalar o app Brasil Banda Larga para iOS e Android. Mas atenção: ele vai gastar até 6 MB da sua franquia para medir a velocidade de download e upload.
Todas as operadoras com mais de 50 mil usuários – de banda larga fixa e móvel – também precisam fornecer, em seus respectivos sites, um medidor próprio para velocidade, latência, jitter e taxa de perda de pacotes.

Estabilidade, latência e jitter

As regras da Anatel ainda exigem, desde novembro do ano passado, que o serviço não pode cair por 99,5% do tempo. Ou seja, existe um máximo de 3h36min de interrupção em um mês.
A latência, por sua vez, deve ficar no máximo em 80 milissegundos para conexões terrestres e 500 ms para conexões via satélite. A variação da latência (ou jitter) deve ficar no máximo em 40 ms; e a perda de pacotes deve chegar, no máximo, a 1%.

Os dados

Neste relatório, a Anatel mostra quais empresas de banda larga móvel não cumpriram as metas de velocidade em junho de 2014, dependendo do Estado. São elas:
  • TIM: no Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Tocantins
  • Oi: em Alagoas, Amapá, Amazonas, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe
  • Vivo: em Alagoas, Bahia, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins
A Anatel não revelou os números da Claro no Acre, Amapá, Santa Catarina e Sergipe, “devido à identificação de inconsistências no mapa de cobertura apresentado pela prestadora”. Nos outros estados, ela cumpriu as metas de velocidade.
Quanto à banda larga fixa, a Oi não cumpriu metas de velocidade na Bahia, Pernambuco e Piauí; nem a Algar Telecom em São Paulo. GVT e NET cumpriram a meta nos Estados onde foram testadas.
No entanto, os dados aqui são mais incompletos: a Anatel não revela os números da GVT no DF, GO, MT e MS; nem os números da Oi no AC, DF, GO, MT, MS, RO e TO, “devido a problemas técnicos identificados na conexão do servidor de medição localizado em Brasília”.

E se não cumprir?

Caso as operadoras desrespeitem essas regras da Anatel, a agência pode “estabelecer prazos para que o problema seja resolvido, aplicar multas ou até determinar a proibição de vendas”, como explica a Agência Brasil. As penas vão evoluindo de advertências até chegarem em multas e na suspensão das atividades da operadora.
Caso seu serviço de internet esteja abaixo do que a Anatel exige, você pode entrar em contato com a agência para denunciar o problema. Pode ser pela internet, por telefone ou pessoalmente nas representações em cada Estado – saiba mais neste link. [Anatel via Agência Brasil]
Fotos por Anderson Silva e Ed Yourdon/Flickr
Fonte da publicação: http://gizmodo.uol.com.br/regras-anatel-banda-larga-2/

Claro, Vivo e Oi se juntaram para comprar a TIM e dividi-la em três

tim logotipo

        

Este ano, a TIM virou alvo de aquisição: a Oi disse oficialmente que queria comprar a operadora, e a Vodafone – segunda maior empresa de telefonia no mundo – também estaria interessada. Mas parece que ela irá para as mãos das outras três maiores operadoras no Brasil.
Segundo a Folha de S. Paulo, Vivo e Claro se juntaram à Oi para comprar a TIM Brasil e reparti-la em três. O valor da aquisição não foi fechado, mas pode ultrapassar os R$ 30 bilhões.
A TIM não será dividida por igual, para assim atender a exigências da Anatel e do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que poderiam vetar a aquisição caso ela prejudique a concorrência. Segundo a Folha, a Claro deve ficar com 40% da TIM; a Vivo, com 32%, e a Oi, com 28%.
Mas como será a transição para quem é cliente da TIM? Por exemplo, se você assina uma linha pré ou pós, os planos atuais serão migrados para a Vivo/Claro/Oi sem alterações? Isso ainda não foi definido; é algo que cabe à Anatel decidir.
A compra da TIM só deve acontecer depois que a Oi vender a PT (Portugal Telecom) em Portugal, o que deve ocorrer na semana que vem. A Oi precisa desse dinheiro pois está bastante endividada.
Com este negócio, Vivo, Claro e Oi saem ainda maiores e podem fazer mais investimentos na rede móvel. Mesmo assim, não há garantia que o consumidor saia ganhando: com menos concorrência, os preços podem altos e a qualidade de serviço pode cair.

Por que querem comprar a TIM?

A divisão da TIM entre as outras operadoras não é uma completa surpresa. Em novembro de 2013, a Reuters dizia:
A espanhola Telefónica… mira vender a brasileira TIM Participações em 2014… A TIM Participações pode ter que ser repartida entre as operadoras móveis que já atuam no Brasil, pois a venda para apenas uma das companhias no país elevaria em demasia a concentração de mercado, algo indesejável para o governo brasileiro.
Essa história começou no final do ano passado, quando a Telefónica – dona da Vivo – anunciou que se tornaria sócia majoritária da Telco, controladora da Telecom Italia – e dona da TIM. Ou seja, a espanhola teria controle sobre duas operadoras que, juntas, detêm 56% dos clientes de celular no Brasil.
Segundo o Cade, isso concentraria muito poder nas mãos de uma empresa. Então o órgão decidiu: ou a Telefônica arranja um novo sócio para a Vivo, ou vende sua participação na Telecom Itália. E é isso que deve acontecer.
Claro, Vivo e Oi não confirmaram as negociações. [Folha, Folha]
Foto por Duncan Hull/Flickr
Fonte da publicação: http://gizmodo.uol.com.br/tim-dividir-tres/